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Como diminuir o risco de uma carteira de investimentos?

risco de uma carteira de investimentos

Para conseguirem alcançar seus objetivos com mais facilidade, é normal que os investidores busquem aumentar sua rentabilidade e diminuir o risco de sua carteira de investimentos.

Sabemos que o mercado oferece hoje diversas possibilidades de ativos para se investir, sendo possível hoje montar uma carteira bastante diversificada com maior facilidade do que no passado. Desta forma, podemos utilizar estes ativos para criar estratégias personalizadas para cada investidor, diminuindo o risco de maneira geral e aumentando a rentabilidade.

A seguir, falaremos sobre os principais riscos presentes em uma carteira de investimentos e como mitiga-los. E, caso você ainda tenha dúvida sobre como montar uma carteira, temos um artigo que trata especificamente desse tema:

Como montar uma carteira de investimentos?

 

Risco de mercado

O risco de mercado tem sua origem na oscilação dos preços, taxas de juros e principais índices do mercado como por exemplo a taxa Selic, índice Ibovespa, IFIX, etc.

Apesar de estar presente em praticamente todas as modalidades de investimento, este risco é mais visível na renda variável, onde os preços oscilam de maneira mais frequente de acordo com as expectativas do mercado e em títulos de renda fixa de longo prazo, onde mudanças nas taxas de juros interferem nos preços de forma mais acentuada.

A principal forma de diminuir este tipo de risco é por meio da diversificação. O investidor deve investir em diversos ativos com exposição à diferentes riscos a fim de mitigar os efeitos de um eventual declínio de um mercado em específico.

risco carteira de investimentos e gráfico de correlação

Fonte: Comparador de fundos

 

Além disso, é possível diminuir este risco investindo em ativos que pertencem a mesma classe, mas que possuem correlação baixa ou negativa entre si. Um exemplo prático seria investindo em ações de setores diferentes ou em fundos de investimento com estratégias diferentes. A correlação entre diferentes ativos pode ser verificada por meio de ferramentas disponíveis gratuitamente na internet, como o comparador de fundos, por exemplo.

 

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Risco de crédito

O risco de crédito é o risco de não pagamento por parte do emissor de um título. Este risco está mais associado a títulos de renda fixa como debentures, CDB’s, LCI/LCA’s, CRI/CRA’s, etc.

É possível mitigar este risco escolhendo papéis emitidos por empresas que possuam um rating – que é uma nota de risco de crédito atribuída por agências internacionais – elevado.

risco carteira de investimento associado a a títulos de renda fixa

Notas de agências de risco – Fonte: G1

 

Também são considerados mais seguros os títulos que possuem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que paga o investidor no caso de insolvência do emissor. Esta garantia é limitada a R$ 250 mil por investidor por instituição financeira e só vale para títulos emitidos por bancos como CDB’s, LCI’s e LCA’s.

Leia também:

Como comparar investimentos de renda fixa

 

Risco de liquidez

Ao aplicar seu dinheiro em um investimento, esse valor pode ficar retido por determinado período de tempo. A liquidez é a rapidez com que o investidor consegue converter seus ativos em dinheiro caso necessário.

Alguns investimentos como o Tesouro Selic e alguns CDB’s possuem liquidez diária, ou seja, a possibilidade de resgatar seus o investimento a qualquer momento. Já outros, como um COE ou títulos de renda fixa de maior prazo, precisam ser vendidos no mercado secundário – ou seja, para outro investidor – quando se deseja resgatá-los. Como contrapartida, estes títulos geralmente possuem uma rentabilidade maior.

O risco de liquidez não envolve somente a agilidade para transformar ativos em dinheiro, no entanto. Assim como quando se tenta vender uma casa ou carro rapidamente, esta venda com urgência para outro investidor pode incorrer em alguns custos extras. Isso também vale para investidores com grandes posições ou em ativos menos líquidos na bolsa, onde a venda de grandes quantidades de um ativo de forma muito rápida pode resultar em uma queda no preço e, como consequência, em uma menor rentabilidade.

Uma forma de diminuir este risco é possuindo uma reserva de emergência e/ou deixando parte dos investimentos da carteira do investidor em ativos mais líquidos. Também é importante que o investidor esteja consciente de seus objetivos na hora de selecionar ativos para investimento e realizar novos aportes. Caso o investidor tenha por objetivo a compra de uma casa em 1 ano, por exemplo, pode não fazer sentido investir em um título de renda fixa com prazo maior ou em ações.

 

Conforme vimos ao longo do texto, existem diversas formas de diminuir o risco de uma carteira de investimentos. Uma das melhores formas, no entanto, ainda não foi mencionada: contar com a ajuda de especialistas!

Nós do Hub do Investidor podemos te auxiliar nesta tomada de decisão com seus investimentos.

Conheça nossos serviços! 

 

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Guilherme Garmatter

Economista pela UFPR, administrador de carteiras licenciado pela CVM e programador. Também possui ampla experiência como assessor de investimentos e já trabalhou em grandes bancos como Santander e HSBC.

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