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A performance dos setores do S&P 500 durante os ciclos econômicos

setores do S&P 500

O Value Investing consiste em, basicamente, a todo momento, os investidores estarem buscando assimetrias entre preço e valor. Quando o preço for superior ao valor, a atitude correta é não fazer nada. Ao contrário, quando o valor for superior ao preço, com uma margem de segurança, a atitude correta é comprar o ativo.

Para fazer isso, o que o investidor precisa saber é:

1) o preço do ativo, que é dado pelo mercado,

2) o valor do ativo, que parte da avaliação de cada investidor,

3) a margem de segurança, que é o quão confiante o investidor está em relação ao valor encontrado.

É importante notar que, em nenhuma dessas análises, o tempo de conversão entre o preço e o valor está sendo levado em conta. Como também não está sendo levado em conta o timing de compra do ativo, uma vez que essa é uma atitude bastante infeliz para vários investidores.

Mesmo assim, ter noção de em que ponto do ciclo econômico os ativos estão passando, é bastante importante para os investidores, até para que eles consigam fazer a correta leitura do que está acontecendo com o preço dos ativos.

setores do S&P 500 e fases do ciclo econômico

Dessa forma, é interessante entender que o ciclo de negócios flutua ao longo do tempo, dos altos de uma expansão aos baixos de uma recessão, e cada fase afeta o desempenho dos setores do S&P 500 de maneira diferente.

E, embora os setores afetados tenham diferentes níveis de desempenho médio, qualquer período pode haver o desempenho superior de determinados setores devido a fatores externos, como avanços tecnológicos ou eventos globais de alto impacto (por exemplo, pandemias globais, conflitos internacionais etc.)

Portanto, iremos discorrer sobre a performance dos setores do S&P 500 em cada uma das fases do ciclo econômico.

 

Setores do S&P 500 e as 4 fases do ciclo econômico:

1) Recessão

De um modo geral, uma recessão é um período de declínio econômico temporário tecnicamente caracterizado por haver dois trimestres sucessivos de queda do PIB.

Durante este período, o setor de bens de consumo básico foi o setor S&P 500 com melhor desempenho e o único que teve um retorno médio positivo. Serviços públicos e saúde, setores tradicionalmente defensivos, seguiram na fila. Juntos, esses setores tiveram retornos médios 10% maiores do que o mercado geral durante seis das sete recessões.

O setor imobiliário tem tido o pior desempenho durante as recessões, devido à sua alta sensibilidade a gastos discricionários, já que tanto a renda familiar quanto a atividade comercial tendem a diminuir.

setores do S&P 500 e recessão

 

2) Recuperação

Uma recuperação é a fase após uma recessão em que a atividade econômica começa a aumentar e a economia começa a crescer novamente.

O setor imobiliário superou todos os outros setores com um retorno médio de 39%. À medida que a política monetária relaxa e as taxas de juros caem historicamente após as recessões, isso torna a compra de imóveis mais acessível, por sua vez, apoiando o desempenho do setor.

Podemos ver na tabela acima que todos os setores apresentaram retornos de dois dígitos à medida que a confiança do consumidor e as condições do mercado de trabalho melhoraram durante as recuperações.

setores do S&P 500 e recuperação

 

3) Expansão

Nesta fase do ciclo de negócios, a economia está crescendo além da recuperação. Caracteriza-se pelo aumento da produção econômica, do emprego e da renda.

Curiosamente, os retornos do mercado foram os segundos melhores após as recuperações. Os principais setores incluíram tecnologia (21%), financeiro (19%) e imobiliário (18%) à medida que a atividade econômica atingiu seu pico.

O setor de serviços públicos tem visto historicamente o crescimento mais lento em todos os setores, já que os investidores tendem a favorecer os setores cíclicos do S&P 500 que aumentam com uma economia em expansão.

setores do S&P 500 e expansão

 

4) Desaceleração

Esta fase é muitas vezes considerada um pico no ciclo de negócios, onde o crescimento começa a declinar, mas a economia não está necessariamente encolhendo.

Com retornos médios de 15%, os cuidados de saúde se destacaram durante as desacelerações. Frequentemente, os investidores reduzem sua exposição a setores cíclicos enquanto se preparam para uma desaceleração econômica, buscando investimentos mais defensivos. Da mesma forma, os produtos básicos de consumo tiveram forte desempenho em média.

Assim como o setor imobiliário sofreu uma queda acentuada durante as recessões, ele testemunhou os menores retornos relativos quando a economia desacelera e os custos tendem a aumentar.

setores do S&P 500 e desaceleração

Dos dados acima, é possível inferir que a estratégia mais vencedora ao longo dos anos, não é tentar acertar quando ocorrerá uma eventual desaceleração da economia que se tornará uma recessão.

Ao invés disso, é muito mais seguro, prudente e replicável, que os investidores optem por construir uma carteira diversificada composta por bons ativos a bons preços de variados setores, pois isso os protegerá de eventuais quedas em setores específicos.

Além disso, com a diversificação, é possível que, utilizando uma estratégia de balanceamento dinâmico, conforme ensinado por Benjamin Graham, os investidores blindem o seu emocional durante a tomada de decisão, fazendo aporte quando os ativos estão mais descontados.

É justamente esse o trabalho que fazemos no Hub do Investidor, selecionar as melhores empresas para que os investidores sejam capazes de sobreviver ao longo dos vários ciclos econômicos!

 

Por isso, no Hub Internacional temos três carteiras: Uma de ações, uma de REITs e uma de Renda Fixa.

Já no Hub PRO, temos uma alocação multimercado, ideal para os investidores navegarem em todos os ciclos de mercado.

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