ETF: o que é e quais os custos para investir?

ETF o que é

No presente artigo iremos apresentar o ETF, um ativo popular entre os investidores, tanto no Brasil, quanto no exterior. Para que o entendimento sobre esse tópico seja completo, serão abordadas as seguintes questões:

 

O QUE É UM ETF?

O ETF é uma sigla em inglês para Exchange Traded Funds, também conhecido como Fundos de Índice. Esse ativo, por sua vez, representa um fundo de investimento que tem por objetivo replicar a performance de um índice pré-estabelecido.

Por exemplo, o BOVA11 é um ETF que tem por objetivo replicar o desempenho do índice Ibovespa. Dessa forma, esse fundo será composto por ações que compõem esse índice de referência. Ou seja, se o Ibovespa estiver desvalorizado, esse ETF também estará.

Não sabe o que é Ibovespa? Acesse o nosso artigo completo sobre o tema:

O que é Ibovespa?

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM ETF?

Os Fundos de Índice apresentam particularidades distintas com relação aos demais fundos de investimentos. Nesse tópico, serão apresentadas as principais características de um ETF e de que forma ele se diferencia dos demais fundos.

  1. Gestão

O principal aspecto que distingue um Fundo de índice dos demais fundos de investimentos, é com relação a sua gestão.

Por um lado, como os ETFs têm o objetivo de acompanhar um índice da bolsa, então a gestão será passiva. Ou seja, o gestor simplesmente replica os ativos que compõem um índice de referência, no fundo.

Em contrapartida, nos demais fundos de investimento, os gestores têm por objetivo superar o índice de referência que é utilizado e por isso, a gestão é considerada ativa. Nesse caso, o gestor possui autonomia para decidir quais são os melhores ativos que irão compor a carteira do fundo.

 

  1. Negociação

O Exchange Traded Funds, diferente dos outros fundos de investimento, pode ser negociado diretamente pelo pregão da bolsa, como as ações e os fundos imobiliários.

Assim, o investidor precisará realizar a compra de cotas desse fundo, por meio do intermédio de uma corretora, pelo Home Broker.

Quer saber mais sobre como comprar ações? Elaboramos um artigo especial sobre o assunto:

Ações: tudo que você precisa para começar a investir hoje!

 

  1. Código do ativo

O código dos ETFs é composto por quatro letras e dois números, de forma que as letras representam o nome do fundo. Já os números, são sempre 11, simbolizando que o ativo representa uma cota de um fundo de índice.

Por exemplo: BOVA11

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QUAIS SÃO OS CUSTOS PARA INVESTIR EM ETF?

Com relação aos custos, os investimentos em Fundos de Índice são muito parecidos com as negociações das ações ou dos fundos imobiliários.

Abaixo, serão apresentados os possíveis desembolsos que podem surgir com os ETFs, além do valor pago pela compra do ativo.

a. Taxa de Corretagem:

Para realizar a compra de uma cota de ETF, será necessária a intermediação por parte de uma corretora. Nesse caso, haverá a cobrança de taxa de corretagem e dos emolumentos da bolsa.

Entretanto, não há uma regra geral, considerando que os valores de corretagem podem variar de acordo com a corretora escolhida, assim como a taxa de custódia desses ativos.

 

b. Taxa de Administração:

Assim como nos fundos de investimentos, os ETFs também apresentam uma taxa de administração, que é cobrada na cota. Normalmente, esse percentual é baixo.

 

c. Imposto de Renda:

Com relação ao imposto de renda, pode variar de acordo com o ETF escolhido. A título de exemplo, no caso de ETFs de Renda Variável, a alíquota é de 15% sobre os lucros e não há isenção de imposto, mesmo para vendas mensais em um valor menor de R$20 mil.

Além disso, nesse caso, o investidor detém a responsabilidade de pagar o imposto via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

Um outro exemplo é o caso dos ETFs de Renda Fixa, na qual a alíquota também é de 15% sobre o lucro e não há isenção. Entretanto, o imposto é recolhido na fonte, pela corretora.

 

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QUAIS SÃO OS TIPOS DE ETFs?

Conforme mencionado anteriormente, os Fundos de Índice podem apresentar diversas características. Ou seja, são capazes de usar inúmeras referências que estão presentes no mercado.

Por esse motivo, existem ETFs de Renda Fixa, de Renda Variável, de Criptomoedas, dentre outros. A seguir, serão detalhadas as possibilidades de investimento com cada uma dessas categorias mencionadas.

a. ETFs de Renda Fixa:

Como o nome sugere, serão aqueles que buscam replicar os resultados obtidos na Renda Fixa. Nesse caso, eles serão majoritariamente compostos por títulos, que podem ser públicos e privados.

Como exemplo, podemos citar o IMBB11, que tem como referência o índice IMA-B. Ou seja, será composto, em maioria, por títulos vinculados ao IPCA.

 

b. ETFs de Renda Variável:

No Brasil, os ETFs de Renda Variável são os mais comuns entre os investidores. Nesse caso, terão como referência índices que estão atrelados às ações.

Como exemplo, podemos citar o SMAL11, que tem por referência o SMLL, índice Small Caps da B3.

 

c. ETFs de Criptomoedas:

A lógica para esses ETFs será a mesma. Ou seja, o índice de referência desse fundo será de acordo com o mercado de criptomoedas.

Nesse caso, podemos citar o BITH11, que tem como referência a variação do Bitcoin.

Leia também:

ETF de Bitcoin: o que é e como funcionam?

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO ETF

Considerando que foram apresentadas as principais particularidades dos Fundos de Índice acima, será interessante entender quais são as vantagens e desvantagens que poderão ser obtidas a partir desse produto de investimento.

 

Vantagens Desvantagens
Os ETFs podem representar uma boa oportunidade de diversificação dentro de uma carteira de investimentos. Considerando que um ETF pode ser composto de várias ações em um único ativo, pode representar um produto de investimento muito volátil, dependendo do perfil de risco do investidor.
Os Fundos de Índice permitem o acesso ao mercado de Renda Variável de forma mais fácil e barata. Por exemplo, imagine o custo que seria comprar cada ação do índice separadamente, considerando todas as taxas envolvidas. Se uma das ações performar muito bem, o investidor não consegue aproveitar esse desempenho, considerando que o ETF é resultante do índice como um todo.
Os ETFs são ativos que apresentam uma boa liquidez. Pode ser mais interessante elaborar uma carteira de ações personalizada, que considera as tolerâncias de riscos do investidor e que seja balanceada de acordo com setores e oportunidades do mercado.

Caso você ainda não se sinta confiante para elaborar uma estratégia de investimentos, você pode contar conosco!

 

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Fátima Ribeiro

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