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Veja em qual varejista investir após a queda das Americanas!

Americanas e varejistas

Como a queda das Americanas impacta o varejo?

Atualmente, a Americanas (AMER3) é um dos maiores players do varejo brasileiro, e possui um market share expressivo, especialmente no que tange o e-commerce. Observando o gráfico abaixo, espera-se que em 2022 a Americanas possua 17% deste mercado, perdendo apenas para a Magazine Luiza e Mercado Livre. Entretanto, as estimativas para o ano de 2023 são ainda mais baixas. 

 

Market Share – Ecommerce

gráfico mostrando estimativa para a Americanas no ano de 2022 e 2023

Fonte: Goldman Sachs

 

Com o recente rombo das Americanas (AMER3), é possível que essa dinâmica mude em um período próximo. Ainda é cedo para saber o real impacto no market share, mas espera-se que um arrefecimento de suas vendas abra espaço para os competidores.

Leia também:

O que fazer com suas ações AMER3?

Dessa forma, quais são as melhores ações que podem se beneficiar de uma eventual mudança  no mercado?

Abordaremos três: Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34), Amazon (AMZN). 

 

  • 1. Magazine Luiza (MGLU3)

A primeira a vir em mente, é a Magazine Luiza, por alguns fatores. Dentre eles, a sua força não só no varejo físico, mas também no digital, possuindo um ecossistema robusto.

 

Ecossistema Magalu

ilustração mostrando o ecossistema da magalu e como tal empresa do varejo pode se beneficiar da queda das lojas Americanas

Fonte: Magalu

 

Nos últimos anos, a Magazine Luiza realizou investimentos em tecnologia e fez aquisições estratégicas, assim, conseguiu adentrar o mercado de e-commerce, saindo de um market share de 5% em 2014 para 17% em 2022. Internamente, o canal online representa 73% das vendas totais.

 

evolução das vendas totais da magalu

Fonte: Magalu

 

Além disso, outro fator que possibilita o avanço desse player em uma possível perda de market share das Americanas, é o seu mix de produtos, possuindo uma exposição forte ao varejo de eletrônicos, que também é forte nas Americanas.

 

  • 2. Mercado Livre (MELI)

Possuindo atualmente o maior market share de e-commerce no Brasil, o Mercado Livre possui a robustez necessária para continuar ampliando suas operações e eventualmente capturando o espaço deixado pela Americanas.

Em comparação com outras empresas de varejo, o Mercado Livre possui uma margem alta, sua margem bruta, por exemplo, foi de 50% no 3T22, enquanto a da Magalu foi de 27,9%.

Um dos pontos que contribuem para essa margem bruta mais alta, é a diversificação de sua receita, além de também possuir marketplace, mais de 45% da receita do Mercado Livre é proveniente de seu braço financeiro.

 

Composição da Receita

gráfico mostrando a composição da receita do Mercado Livre e como tal empresa do varejo pode se beneficiar da queda das lojas Americanas

Fonte: Mercado Livre

 

Ainda, apesar de suas operações no Brasil serem a maior parte, vê-se uma diversificação geográfica em sua receita, estando também exposta a outros países.

Conheça mais sobre esse gigante do varejo no nosso insight:

MELI34: destaque no varejo!

 

  • 3. Amazon (AMZN)

Embora não seja a maior varejista do Brasil, a Amazon é a maior do mundo, tendo já ultrapassado o US$1 trilhão de valor de mercado. Dentre as companhias abordadas neste insight, a Amazon possui de longe o maior ecossistema, tendo uma grande representatividade não só no varejo, mas também no mercado de nuvem, streaming, logística, etc.

 

Ecossistema Amazon

ilustração mostrando o ecossistema da Amazon e como tal empresa do varejo pode se beneficiar da queda das lojas Americanas

 

Chega a ser injusto compará-la com as outras varejistas, uma vez que 15% de suas vendas está ligada ao seu serviço de nuvem (AWS), gerando uma robustez que permite investir ainda mais em seus outros mercados. Além disso, a Amazon está presente em quase todos os continentes do planeta.

 

Composição das Vendas – Amazon

gráfico em pizza mostrando a composição das vendas da Amazon

Fonte: Amazon

 

Mesmo não despontando no gráfico do Goldman Sachs, a Amazon é relevante no mercado brasileiro e nos últimos anos realizou investimentos em logística ao redor do país, possibilitando ainda mais sua expansão.

Veja mais sobre esse grande player no nosso insight:

Vale a pena trocar Magalu (MGLU3) por Amazon (AMZN)?

 

Após queda das Americanas, todas as empresas do varejo vão falir?

“Pelo menos 40 empresas de varejo quebraram e as próximas quebrarão.”

Luiz Barsi, maior investidor pessoa física da bolsa.

Essa frase proferida pelo grande investidor Luiz Barsi, demonstra o quão desafiador o setor de varejo consegue ser, especialmente no que tange a linha branca. Dentre alguns motivos, estão o cenário macroeconômico do Brasil, com inflação e taxa de juros historicamente altos.

Outro fator, é a falta de diferenciação de seus produtos, quando um consumidor deseja comprar um eletrodoméstico da marca X, muito provavelmente este item estará presente na maioria dos sites, fazendo com que ele opte inicialmente pelo menor preço.

Por esses e outros fatores, as varejistas acabam operando com uma margem líquida muito baixa, que muitas vezes acabam apresentando algum problema ao decorrer do tempo.

Dito isso, ao investir nesse segmento, nós do Hub do Investidor temos preferência por companhias sólidas, que apresentem vantagens competitivas, assim como a Amazon e o Mercado Livre, que complementam sua receita com outros segmentos, realizam investimentos e conseguem apresentar um crescimento acima da média.

 

Tenha acesso às nossas ações top picks desse setor, nacional e internacionalmente clicando no link abaixo!

 

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Kênio Fontes

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