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Oi (OIBR3) realiza pedido de nova recuperação judicial

Oi (OIBR3) recuperação judicial

Nesta quinta-feira, dia 02 de março, a Oi (OIBR3) publicou fato relevante em que informou ao mercado que suas subsidiárias Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A recorreram ao Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro com pedido de recuperação judicial.

Também comentamos sobre o caso no nosso canal do Youtube: Oi em RECUPERAÇÃO JUDICIAL novamente! 

No fato relevante, a companhia menciona que as negociações com os credores vêm sendo empreendidas com esforços e que prezam pela “potencial repactuação de dívidas financeiras, fortalecimento da sua estrutura de capital e otimização de sua liquidez e perfil de endividamento”.

A Oi (OIBR3) também enfatizou a continuidade de suas operações, mencionando a progressão de sua “conquista de novos clientes, a operação e manutenção de suas redes e serviços, o atendimento de sua base de usuários, a contínua busca de eficiência e otimização de suas operações”.

Com isso, a publicação também possui o intuito de tentar demonstrar ao mercado o desejo da empresa em manter suas funcionalidades operacionais e comerciais, tarefas que se mostraram difíceis dado o patamar de endividamento bilionário somado ao cenário desafiador de juros altos, que impacta diretamente na capacidade de geração de caixa da empresa, comentamos um pouco mais sobre esses desafios e resultados mais recentes da Oi (OIBR3) no nosso insight:

Oi (OIBR3) entrará novamente em Recuperação Judicial?

 

O pedido desta nova recuperação judicial é uma forma de proteção contra os credores e tentativa da companhia de conseguir preservar suas atividades, melhorar o quadro de sua estrutura de capital e permitir abertura de espaço para novos processos de negociação.

Oi (OIBR3) recuperação judicial

Fonte: Valor Econômico

 

No dia 15 de fevereiro, bancos brasileiros como Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco e Banco do Nordeste já haviam questionado a decisão da justiça de suspender naquele mês a obrigação da Oi (OIBR3) de pagar seus credores, decisão baseada no instrumento chamado tutela de emergência, que livra a empresa de obrigações de pagamentos de dívidas por um período de 30 dias. O instrumento abrange uma dívida de R$ 29 bilhões.

O último pedido de recuperação judicial da Oi (OIBR3) foi realizado em 2016, visto sua dívida de R$ 65 bilhões. A recuperação judicial de 2016 se estendeu até dezembro de 2022, tendo assim duração de 6 anos. A dívida atual segue em R$ 35 bilhões e tal processo ainda não está devidamente completo, sendo necessário ações adicionais.

A Oi realizou venda de ativos no final do ano passado, movimento este que se mostrou insuficiente para garantir uma entrada de recursos necessária para lidar com os custos das garantias judiciais e obrigações com credores.

Atualmente, o maior ativo da Oi (OIBR3) é a V.tal, uma empresa de infraestrutura de redes da qual a Oi detém 30%. A Oi já tinha utilizado a V.tal como garantia de pagamento de dívida em uma proposta de renegociação feita no começo de 2023, onde pediu um aporte de R$ 5 bilhões de dinheiro novo.  A venda do controle da V.tal pode soar como uma boa alternativa, mas não se mostra suficiente para melhorar a situação financeira da companhia de forma significativa.

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Raul Rodrigues

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