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O que está acontecendo com o Bitcoin?

Desde o pronunciamento de Jerome Powell em Jackson Hole, sexta-feira (26), no sentido de continuar a elevação da taxa de juros a fim de controlar a inflação, vimos o ecossistema de criptoativos sentir o baque e perder o patamar dos US$ 20.000. Com isso, muitos investidores passaram a se questionar se o bitcoin revisitará – ou mesmo perderá – os patamares do fundo formado nos US$ 17.700 com a capitulação de junho, fazendo com que o sentimento de medo extremo passasse a crescer e dominar o mercado.

Além disso, em um contexto de leitura extremamente ruidoso e delicado como o atual, vimos rumores sendo espalhados no final de semana sobre um possível despejo de 137.000 BTCs que poderia derrubar o preço do ativo para patamares ainda mais baixos, servindo como propulsor de novas mínimas. A explicação seria o início da execução do plano de reembolso de bitcoins aos investidores que haviam tido seus ativos roubados da corretora Mt.Gox em 2014.

Como esses bitcoins que estavam dormentes há 8 anos passariam a ser parcialmente devolvidos aos donos, especulou-se que os investidores poderiam vende-los imediatamente a partir do recebimento, tendo em vista que ainda teriam bastante lucro na operação. Essa devolução realmente irá acontecer, mas ao que tudo indica as informações são improcedentes e não há previsão de quando, de fato, esse plano começará a ser posto em prática.

Hoje, operamos em alta após a entrada do bitcoin na região de sobrevenda do RSI diário. Mas, sejamos sinceros, a verdade é que pouco importa o que irá acontecer no curto prazo. Estamos vivenciando uma das melhores oportunidades de acumular bitcoins dos últimos anos quando olhamos de uma perspectiva mais distanciada, e isso é reforçado pela confluência de praticamente todos os indicadores e métricas “on-chain”.

É bem possível, inclusive, que esses credores da Mt.Gox nem despejem seus BTCs ao recebe-los, pois sabem do potencial de valorização e sabem que o momento é justamente de comprar, e não de vender. E, na verdade, tudo se resume a isso: Observar o valor do bitcoin e não o seu preço. E esse valor só cresce cada vez mais com o atual panorama inflacionário e geopolítico.

Pouco antes de escrever esse “insight”, li uma matéria dizendo que o Talibã passou a banir criptomoedas no Afeganistão pois os cidadãos estavam usando bitcoin para fugir da crise de sua moeda fiduciária local – que chegou ao seu pior valor em relação ao dólar em dezembro do ano passado, diga-se de passagem. Agora, o país segue na linha do que foi adotado na China. Nada mais simbólico do que ver países/movimentos opressores suprimindo esperança e liberdades individuais dos próprios cidadãos. E nada mais simbólico do que o bitcoin como alvo.

Caio Goetze

Formado em Direito pela PUC-RJ e pós-graduando em Direito Digital pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com a UERJ, conta com 3 anos de experiência e diversos cursos de formação acadêmica de bagagem no “criptomercado”.

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