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Genesis, DCG e Gemini finalmente chegam a acordo!

Os usuários da Gemini Earn estão um passo mais próximos de conseguir recuperar seu dinheiro. Ontem, o Digital Currency Group (DCG), a Genesis e suas falidas subsidiárias chegaram a um acordo sobre os termos do plano de reestruturação com um grupo dos principais credores da empresa, dentre eles a Gemini.

O grupo de credores envolvido no processo está negociando em nome das empresas e dos indivíduos, alegando aproximadamente US$ 2.4 bilhões contra a Genesis. Eles são representados pelos escritórios de advocacia Proskauer e Kirkland, bem como pelo banqueiro especialista em reestruturação, Houlihan Lokey.

O acordo, que começa a resolver alguns dos principais problemas que colocaram a Genesis sob a égide do capítulo 11 da lei de proteção contra falência, envolve a liquidação da carteira de empréstimos da Genesis, bem como a venda das supracitada subsidiárias falidas do grupo. Além disso, há a previsão de um refinanciamento dos empréstimos pendentes, onde o DCG havia tomado US$ 500 milhões em dinheiro e US$ 100 milhões em BTC da Genesis.

Também está inclusa nos planos a famosa “nota promissória de 10 anos de US$ 1.1 bilhão” que a DCG deu à Genesis para compensar as perdas sofridas pela quebra da Three Arrows Capital. A ideia é que a DCG troque essa nota por ações preferenciais conversíveis, refinanciando seus empréstimos existentes com prazo de 2032 em duas parcelas pagáveis aos credores com valor total agregado de aproximadamente US$ 500 milhões.

O acordo agora será oferecido também a outros credores, incluindo centenas de milhares de clientes do produto Gemini Earn. Cameron Winklevoss, fundador da Gemini, comemorou o acordo no Twitter e alegou que a corretora ainda contribuiria com até US$ 100 milhões a mais para os usuários do produto, demonstrando o compromisso contínuo da empresa em ajuda-los a recuperar seus ativos.

 

publicação do cameron winklevoss

 

Se você não está familiarizado com o caso, basicamente o que aconteceu foi o seguinte: O produto “Gemini Earn”, da corretora Gemini, utilizava os serviços da Genesis para oferecer rendimentos a seus usuários. No entanto, a Genesis congelou os saques em novembro de 2022, o que afetou o serviço e fez com que os irmãos Winklevoss e os usuários da Gemini entrassem com ações judiciais contra a empresa e contra o CEO da DCG – controladora da Genesis – Barry Silbert, exigindo que oferecessem um plano para pagar o empréstimo de US$ 900 milhões que a Gemini havia feito à Genesis Global.

Depois de inúmeras tentativas infrutíferas de resolver o problema por parte da Gemini, a corretora entrou com pedido de proteção contra falência baseada no capítulo 11 no dia 19 de janeiro, juntando-se a uma crescente lista de empresas que colapsaram desde o início da crise de crédito do mercado crypto originada pelo crash da Terra Luna. Tanto é que o documento citava as quebras de Three Arrows Capital e da FTX como motivadores de sua falência.

O problema foi se tornando cada vez maior. Os reguladores federais dos Estados Unidos chegaram até a, posteriormente, abrir uma investigação sobre o programa Gemini Earn, onde a SEC – CVM norte-americana – acusou a Gemini de violar as leis de valores mobiliários.

Caio Goetze

Formado em Direito pela PUC-RJ e pós-graduando em Direito Digital pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com a UERJ, conta com 3 anos de experiência e diversos cursos de formação acadêmica de bagagem no “criptomercado”.

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