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Crise bancária tradicional favorece valorização do bitcoin. Entenda!

sistema bancário tradicional e alta bitcoin

O saldo do final de semana foi positivo para o bitcoin. Se, no sábado, o ativo caiu aproximadamente 1.8%, no domingo tivemos uma valorização de 3.9%, movimento de alta que segue acontecendo no dia de hoje e faz o BTC romper a barreira dos US$ 28.000.

O contexto segue o mesmo da última semana: quebradeira dos bancos com consequente impressão de dinheiro e uma volta de injeção de liquidez por parte do FED como forma de resgatá-los.

Vale lembrar também que não está mais precificado um aumento de 25 pontos-base para a reunião de quarta-feira: a chance caiu de 100% para 71.6%. A decisão será difícil uma vez que, após o tom hawkish das últimas semanas, não subir o juro será um indício de que o buraco é mais embaixo.

Por outro lado, o aumento das taxas manteria a inflação sob controle, mas puniria ainda mais a economia, possivelmente desencadeando novas ondas de falência. De qualquer forma, a narrativa de um “pouso suave” pode já ter perdido força dado todo o cenário macroeconômico atual.

 

cenário macroeconômico e expectativas para a reunião do FED na quarta feiraFonte: Fed Watch Tool

 

O mais recém episódio a marcar essa novela da crise bancária foi o acordo, comunicado ontem (19), de compra do Credit Suisse pelo grupo UBS por US$ 3.23 bilhões. Segundo a Reuters, o acordo prevê que o Banco Nacional da Suíça (UBS) assuma uma perda de US$ 5.4 bilhões. Além disso, também está prevista uma assistência de liquidez na casa dos US$ 108 bilhões por parte do UBS.

Dito isto, vale o destaque de que os maiores bancos centrais do planeta anunciaram ontem uma cooperação para prover liquidez para o sistema financeiro. Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Inglaterra e Japão agora fornecerão operações de swaps diariamente ao invés de semanalmente, como era praticado antes.

 

anúncio dos maiores bancos centrais do planetaFonte: caueconomy

 

O fato é que todo o contexto de falência do sistema bancário tradicional tem revivido os motivos pelos quais o bitcoin (BTC) foi criado, reforçando sua narrativa e favorecendo sua valorização junto com o ouro, gerando uma descorrelação – pelo menos momentânea – com S&P500 e Nasdaq.

Como consequência, a dominância do bitcoin em relação às demais “altcoins” continua crescendo neste mês. Em dezembro, estava em aproximadamente 38% e, agora, em 46.42%.

 

dominância do bitcoin Fonte: Coinmarketcap

 

Destacamos também que os fundamentos da rede seguem o movimento de valorização do ativo, de acordo com dados do BTC.com e da MiningPoolStats. Hoje (20./03) veremos um novo ajuste da dificuldade de mineração em +3.33%, atingindo um patamar total de 45 trilhões.

 

movimento de valorização do bitcoin e sua relação com o bitcoin altaFonte: BTC.com

 

Já o “hashrate” havia marcado seu pico mais recente no dia 13 de março, mas voltou a seguir sua tendência de alta à medida que os mineradores respondem ao “price action” atual do bitcoin, alcançando novas máximas semana atrás de semana.

 

hashrate do bitcoinFonte: Glassnode

 

Outras métricas on-chain extremamente significativas demonstram que o número de transações está crescendo, assim como o de novas entidades e de receita de mineradores. Se, há algum tempo, frisamos que precisaríamos ver essas métricas de usabilidade da rede se consolidando, ao que tudo indica, o movimento parece ter começado a se tornar mais robusto.

Além disso, o Long-Term Holder SOPR (Spent Output Profit Ratio) está finalmente voltando ao território positivo, o que significa que estamos vendo estes detentores de longo prazo gastando suas moedas em lucro. Poucas vezes tivemos viradas de impulso com essa magnitude. As informações sobre dados on-chain aqui citadas podem ser encontradas no mesmo hyperlink marcado acima.

 

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Ter alguém especializado te dando a mão e tornando tudo mais acessível é crucial para entrar nesse mercado.

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Caio Goetze

Formado em Direito pela PUC-RJ e pós-graduando em Direito Digital pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com a UERJ, conta com 3 anos de experiência e diversos cursos de formação acadêmica de bagagem no “criptomercado”.

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