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Binance é envolvida no caso da corretora Bitzlato!

Binance e Bitzlato

No último dia 18, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma ação internacional coordenada entre FBI, Promotoria de Nova York, Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN) e órgãos franceses contra uma “entidade internacional de crypto” que inicialmente não havia sido revelada. O medo começou a tomar conta dos investidores, que passaram a supor que o alvo poderia ser a corretora Binance dada a magnitude da operação.

Posteriormente, porém, foi noticiado que o foco era a Bitzlato, uma exchange russa de pouca expressão, o que gerou memes na comunidade. No entanto, a corretora é acusada de ser associada a um mercado chamado Hydra na darknet Russa, o que possibilitou que usuários lavassem cerca de US$ 700 milhões, em grande parte oriundos de ataques de ransomware.

Screenshot da página da Bitzlato tirada em 18 de janeiroScreenshot da página da Bitzlato tirada em 18 de janeiro

 

A Vice-Procuradora geral dos Estados Unidos, Lisa Monaco, destacou que o Departamento de Justiça trabalhou em conjunto com o Departamento do Tesouro e autoridades francesas para tomar medidas contra a Bitzlato por “conduzir um negócio de transferência de dinheiro que transportava e transmitia fundos ilícitos e que não cumpria as salvaguardas regulatórias dos EUA”.

Anatoly Legkodymov, acionista majoritário segundo o Departamento de Justiça, operava a empresa de forma a permitir que os clientes evitassem essas regulamentações financeiras, não coletando informações sobre os usuários e “vendendo” a exchange a criminosos como uma corretora de criptomoedas “no-questions-asked” em troca de centenas de dólares. Ele foi preso na terça-feira.

Apesar do receio da comunidade de que o alvo poderia ser a Binance não ter sido confirmado, a corretora não está totalmente desvinculada do caso. A exchange de Changpeng Zhao foi nomeada em uma ordem da FinCEN contra a Bitzlato por estar entre as três principais “contrapartes” receptoras de recursos oriundos da corretora Russa entre maio de 2018 e setembro de 2022: (1) Binance, (2) Hydra, um mercado darknet da Rússia e (3) TheFiniko, um suposto esquema Ponzi também da Rússia.

Já as maiores remetentes de recurso para a Bitzlato foram: (1) Hydra, (2) Local Bitcoins e (3) TheFiniko. A ordem da FinCEN visa proibir a transmissão de fundos envolvendo a Bitzlato por qualquer instituição financeira, e entra em vigor no dia 1 de fevereiro para “garantir a implementação ordenada” do que foi requisitado. Lisa Monaco, classificou o caso como “o esforço de fiscalização mais significativo” contra uma exchange desde que o National Cryptocurrency Enforcement Team foi montado em outubro de 2021.

Outro “driver” que ganhou as manchetes do mercado crypto naquele dia foi a notícia de que Genesis está prestes a decretar falência baseada no Chapter 11 da respectiva lei local, movimento não tão inesperado assim dada a extensão da dinâmica dos fatos que vem se desenrolando desde que a empresa congelou os saques em 16 de novembro de 2022.

Caio Goetze

Formado em Direito pela PUC-RJ e pós-graduando em Direito Digital pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com a UERJ, conta com 3 anos de experiência e diversos cursos de formação acadêmica de bagagem no “criptomercado”.

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