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A moeda comum entre Brasil e Argentina é uma ameaça para sua carteira?

Segundo a Financial Times, o Brasil e a Argentina começaram as preparações para dar início a uma moeda comum. Essa discussão, parece estar em estágios preliminares, podendo ou não ter continuidade.

A intenção da criação desta moeda comum, seria incentivar e facilitar a troca entre os dois países, visto que na América Latina, a Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil. Olhando para as importações da Argentina, nota-se a importância do Brasil para o país vizinho.

 

Importações da Argentina – 2021

gráfico mostrando a importância do Brasil para a Argentina e sua relação com a possível moeda comum

Fonte: estadisticas.mercosur.int

 

Já pela ótica brasileira, a dependência da Argentina é menor, tendo em vista a relevância de outros países para o Brasil e a alta diversificação, mas ainda é um parceiro relevante, sendo o terceiro maior tanto em exportações quanto em importações, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

 

Exportações do Brasil – 2021

gráfico mostrando a importância da Argentina para o Brasil e sua relação com a possível moeda comum

Fonte: estadisticas.mercosur.int

 

Vale lembrar, que a situação econômica da Argentina é no mínimo, desafiadora, tendo alcançado uma inflação de mais de 90% no ano de 2022 e uma alta dívida.

Em uma análise superficial, percebe-se que a Argentina se beneficiaria mais de uma moeda comum, enquanto o Brasil poderia extrair ganhos marginais, mas com “custos” que podem ser altos, considerando a atual fraqueza da economia e moeda Argentina.

Não confunda moeda única com moeda comum, essa medida, não alteraria o real e o peso como moeda. O que tudo indica, essa moeda seria apenas para as transações entre os dois países. Entretanto, mesmo essa conversa inicial, já sinaliza a intenção do atual governo de aumentar a proximidade com os países da região.

 

Tentativa de moeda comum entre Brasil e Argentina

A pauta de moeda comum ou moeda única entre Brasil e Argentina, ou até mesmo para todo o Mercosul, não é de hoje. Em 1987, os dois países anunciaram a criação do “Gaúcho”.

Essa moeda acabou não saindo do papel por alguns motivos, dentre eles, desacordos entre os países, volatilidade econômica e alta inflação. Voltando para os dias de hoje, é possível perceber a similaridade dos obstáculos para a criação de tal medida.

 

A verdadeira moeda única

Nas últimas décadas, houve uma economia que sobressaiu em relação às outras, o dólar. Em um período menor que 20 anos, a moeda valorizou cerca de 141% em relação ao real, e mais de 6.000% frente ao peso argentino.

 

Dólar vs. Real e Peso Argentino

comparação entre dólar americano e real brasileiro

Fonte: Google Finance

 

E essa “rentabilidade”, é quando olhamos apenas para a valorização cambial. O ideal ao dolarizar o seu patrimônio para o longo prazo, é não só comprar a moeda, mas também ativos em dólar. Olhando apenas para o índice geral da bolsa americana, a rentabilidade em 20 anos foi de 328%.

 

Valorização Bolsa Americana

valorização da bolsa americana e sua relação com a moeda comum entre Brasil e Argentina

Fonte: Google Finance

 

A valorização do patrimônio é apenas uma das diversas vantagens de se investir internacionalmente, há ainda, o benefício de maior segurança, contando com uma maior estabilidade econômica, jurídica, etc.

Além disso, quando se investe no exterior, aumenta-se drasticamente a gama de oportunidades. Enquanto no Brasil há cerca de 400 companhias listadas em bolsa, nos Estados Unidos essa quantidade chega a 6.000. Acesse gratuitamente nossas carteiras internacionais aqui.

Ademais, investir no exterior é mais simples do que parece, é possível investir através de corretoras como a Avenue, que contam com uma plataforma e suporte em português, e ainda, ser assessorado por profissionais, como os do Hub do Investidor ou da Braúna, conheça mais:

Kênio Fontes

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