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4 propostas de melhorias da atualização da Cardano

Imagem ilustrando atualização da Cardano

Após a realização do Merge na rede Ethereum em 15 de setembro, vimos a atualização da Cardano (Vasil Hard Fork) sendo implementada após alguns atrasos e empecilhos, no final da semana passada.

Vale destacar também que os desenvolvedores da rede optam propositalmente por realizar tudo de forma mais fundamentada e demorada, construindo praticamente um estudo com metodologia científica de revisão por pares antes de suas implementações.

Bem, sabemos que o trilema das blockchains propõe que, ao se desenvolver uma rede, algum dos pontos entre “segurança”, “descentralização” e “escalabilidade” deverá ser sacrificado. É sempre mais fácil pensar na famosa analogia do cobertor curto onde, ao cobrirmos de um lado, o outro acaba ficando exposto.

Nesse sentido, a mudança da rede Cardano visa melhorar uma série de aspectos, dentre os quais destacamos a escalabilidade do ecossistema, a capacidade de transacionar na rede e a capacidade de aprimoramento de contratos inteligentes, possibilitando um melhor desenvolvimento de aplicativos descentralizados.

Por falar nisso, vale lembrar que há pouco mais de 1 ano vimos a implementação de outro hard fork na rede, o “Alonzo”, que juntamente à outras funcionalidades, possibilitou que os usuários concebessem DApps usando smart contracts.

Para quem não sabe, um hard fork é basicamente uma divisão da rede em duas versões que passam a ser executadas separadamente. Isso acontece quando há uma atualização proposta pelos usuários a fim de implementar ou corrigir determinados recursos. Com isso, havendo incompatibilidade da proposta com as regras anteriormente estabelecidas, há essa divisão. Assim, uma versão segue as regras já existentes enquanto a outra continua como uma versão atualizada. Caso contrário, se as regras não conflitassem, estaríamos diante de um soft fork.

Dito isto, o que provavelmente observaremos com a atualização da Cardano é que será possível, basicamente, que a tal rede aumente seu tamanho de bloco e o número de transações por segundo (TPS), reduzindo custos e tendo maior velocidade. Outra melhoria que passa a ocorrer é com relação ao tempo de propagação de blocos. Em síntese, o Vasil apresentou quatro principais propostas de melhorias (Cardano Improvement Proposals):

 

  • CIP-31: Anteriormente, os DApps precisavam recriar os dados de outputs de transações. Agora, a ideia é que o novo mecanismo faça com que os aplicativos descentralizados possam acessar esses dados sem ter que recriá-los, simplificando o processo e economizando tempo.
  • CIP-32: Implementa um recurso de armazenamento de dados on-chain para os participantes da rede com o intuito de aumentar os níveis de descentralização.
  • CIP-33: Altera o script de programação para tornar as transações mais leves, permitindo taxas menores e processamentos mais rápidos
  • CIP-40: Será responsável por introduzir um novo mecanismo de output de transações para possibilitar a transmissão de blocos sem validação completa.

 

A Cardano é considerada como uma das Ethereum Killers, ou seja, está inserida dentro daquele grupo de protocolos que buscam resolver os problemas apresentados pela Ethereum, disputando assim o mesmo nicho de mercado.

O fato é que muitos investidores que antes apostavam na Cardano, passaram a ficar incomodados com as demoras levadas por sua equipe de desenvolvimento, justamente, em grande parte, pelo processo de estudo científico que mencionamos anteriormente.

Será que irão se arrepender e veremos um clássico caso de tartaruga vencendo a lebre no longo prazo?

Caio Goetze

Formado em Direito pela PUC-RJ e pós-graduando em Direito Digital pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com a UERJ, conta com 3 anos de experiência e diversos cursos de formação acadêmica de bagagem no “criptomercado”.

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