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2023 é o ano para investir no varejo brasileiro?

varejo brasileiro

Apesar da inflação elevada em 2022, as vendas no varejo brasileiro mostraram crescimento ano a ano, incluindo tendências de melhoria sequencial nos últimos meses e essa foi uma das razões que levou o Morgan Stanley a enxergar perspectivas mais positivas para 2023.

Em relatório recente, o banco apoiado em pesquisas realizadas – em parceria com o IBGE – constatou que, no geral, as vendas no varejo brasileiro cresceram +16% a/a nos 9M22 em termos nominais, embora a elevação tenha sido de apenas +1% em termos reais, devido aos altos níveis de inflação.

 Mas se tomarmos o período posterior a metade do ano, notavelmente, a tendência real melhorou, com vendas de -5,3% em julho acelerando para +1,6% em agosto e +3,2% em setembro.

 Fonte: IBGE; Morgan Stanley

 

No entanto, esse tom otimista para o varejo brasileiro pode vir acompanhado de dúvidas relacionadas ao cenário político e fiscal doméstico. Mas, a cautela do mercado em relação a esses problemas macroeconômicos parece ter razões para diminuir.

Embora as preocupações fiscais pós-eleitorais no Brasil tenham pesado sobre os estoques de consumo, os dados trazidos pelo banco apontam que a atividade do consumidor pode se aquecer novamente.

As ações ligadas ao consumo discricionário brasileiras tiveram um desempenho inferior em 2022 – em partes pelos efeitos da pressão após as eleições, à medida que o mercado mudou para preços mais condizentes as taxas de juros de médio prazo elevadas, sendo que, uma área importante de preocupação fiscal está relacionada à extensão de um programa de pagamento mensal de R$600 para famílias de baixa renda.

Do ponto de vista dos gastos do consumidor, o banco vê os fundos de estímulo como positivos para as perspectivas do varejo. E ainda segundo o Morgan Stanley, o maior risco para os gastos no varejo seria visto em um cenário em que a inflação alta persistisse (conduzindo mais participação na carteira para bens de consumo).

Ou seja, o sentimento construtivo em relação as expectativas econômicas ocorreram apesar da inflação continuar sendo a principal preocupação dos consumidores no Brasil.

E, junto a isso, é notado que os consumidores ficaram menos preocupados com a perda de empregos, pagamento de dívidas e propagação da Covid – cada um dos quais apoiando o otimismo.

Fonte: IBGE; Morgan Stanley

 

No gráfico acima podemos perceber que 47% dos consumidores brasileiros esperavam que a economia melhorasse nos próximos 6 meses (a partir de agosto de 2022).

 

Destaques do varejo brasileiro:

Disputa pelo Ecommerce:

Dentro do estudo realizado – com dados de frequência de compra, predominantemente online, no Brasil – a Shopee ocupou a liderança, citada como uma das três principais plataformas por 45% dos entrevistados (alta de +9p.p. a/a), embora a mudança tenha levado Shopee ao primeiro lugar, a taxa de aumento desacelerou +31p.p. se comparada a 2021. Além disso, os dados da pesquisa mostraram que a plataforma continua ancorada no publico mais jovem e de baixa renda.

 

Varejo de vestuário segue incerto:

Segundo o banco, é preciso ter cautela quanto a configuração do mercado no Brasil nesse primeiro semestre do ano. Passado um período de clima favorável e demanda reprimida, no longo prazo, dados demonstram que existem novas ameaças competitivas, como a Shein.

 

Setor de alimentos se redesenhando:

O varejo de alimentos brasileiro continua sendo o foco para exposição de investimento em 2023 segundo o Morgan Stanley, pois favorece a combinação de defesa, crescimento de cash & carry (relativo a atacadistas) e catalisadores específicos.

 

Varejo Especializado (olhares voltados ao setor dos pets):

Com destaque para o segmento pet, vemos ventos favoráveis estruturais, juntamente com uma oportunidade de participação no mercado de superlojas no Brasil.

Embora estejamos convivendo com os ecos da situação fiscal em nosso país e com uma inflação ainda indesejada, espera-se que a desinflação continue no 1S23, impulsionada pela menor inflação de alimentos, com a inflação normalizando em cerca de 4% no 2S23.

Fonte: IBGE; Morgan Stanley

 

Dito isso, apesar da baixa visibilidade do varejo brasileiro voltar a crescer com intensidade, seguimos comprados em algumas empresas que devem seguir consolidando seus mercados através de suas vantagens competitivas, forças de marca e musculatura financeira.

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Leonardo Ribeiro

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